Exposição: God Save the Portuguese Fanzines!
Os fanzines são objetos caseiros, produzidos de forma artesanal, individual ou coletivamente, e que têm, em geral, uma circulação limitada. Os primeiros fanzines surgem nas décadas de 1920-30 e estavam associados a fãs de ficção científica. Contudo, a produção, distribuição e consumo de fanzines ganhou relevância global com a emergência do fenómeno do punk no Reino Unido e E.U.A., durante os anos de 1970-80, assumindo-se como um espaço de liberdade de pensamento e criação Do It Yourself (DIY), e de alternativa aos media convencionais. Com efeito, desde cedo, os fanzines assumiram-se como uma parte muito importante da construção das ‘cenas’ punk – a par das bandas, dos discos, dos concertos –, contribuindo ativamente para a criação e consolidação de um determinado sentido de comunidade (Triggs, 2006). Como refere Julia Pine (2006), os fanzines são formas materiais de representação simbólica. São objetos construídos de um modo voluntário que permitem aos indivíduos que participam no processo (de edição, das contribuições e de distribuição) afirmarem sua existência social, integrarem (sub)culturas, tribos ou cenas musicais e participarem culturalmente; simultaneamente, os fanzines materializam-se num movimento local marcadamente juvenil de dinamização de uma cena underground, facilitando a divulgação de discos, de bandas, de concertos e de histórias. São um elemento fundamental de concretização de gostos, de afinidades, de pertenças sociais, políticas, ideológicas, culturais, estilos de vida e musicais. 9-11 de Julho de 2014 // Dama Aflita/Matéria Prima, Porto |


















